Amor invisível


Ah!! Se a minha cabeça encaixasse direitinho no seu ombro. Se teu abraço fosse tão aconchegante quanto meu edredon em um dia frio. Se teu cheiro fosse tão bom quanto o cheiro de chocolate. Se teu beijo fosse tão gostoso quanto sorvete de flocos. Se minhas mãos entrelaçassem as suas como um nó cego. Se tuas palavras me alegrassem assim como os enfeites de natal. Se você me encantasse tanto quanto o sorriso de uma criança. Se teu carinho fosse tão imenso quanto o oceano atlântico. Se teu cuidado fosse semelhante ao de uma mãe com o seu bebê.
Ah!! Se fossemos um mais um. Se fossemos par ao invés de impar. Se fossemos amor ao invés de solidão. Se fossemos plural ao invés de singular. Ah!! Se fossemos e não sou. Se você deixasse de ser ilusão e se fizesse realidade. Se eu te encontrasse em uma esquina próxima a minha casa, se eu pudesse te sentir, se eu pudesse te tocar. É que me falta um pedaço. Me falta um par.

4 comentários:

João Killer disse...

Profundo.... Acho que encontrar um par com todas essas qualidades é uma missão “impossível”. Mas quando se ama ficamos cegos pra algumas exigências. Então pensando por esse ponto é possível que você encontre essa pessoa. No mais só posso desejar boa sorte nessa busca e que aproveite todas as possíveis pessoas certas. Bonito texto. Prazeroso te ler.

HÉLCIO disse...

Um texto muito legal !!! É um texto pra se ler de "cabeça alta", ou seja, ler vagarosamente e pensando sobre a influência dos sentimentos que ele nos traz. É de bom senso comentar e elogiar também a foto, pois esta foi muito bem escolhida e mesmo não sendo uma foto de humanos, é algo que ilustra perfeitamente os sentimentos, sensações, sonhos e/ou a nostalgia que o texto nos faz criar/sentir.
Ainda acredito em conto de fadas e este texto me fez fortalecer essa minha "espera". Muito bom mesmo !!!!

Hélio Monteiro disse...

Me deixe sim, mas só se for
Pra ir ali e pra voltar
Me deixe sim, meu grão de amor
Mas nunca deixe de me amar

Agora as noites são tão longas
No escuro, eu penso em te encontrar
Me deixe só até a hora de voltar

Hélio Monteiro disse...

delícia de texto!

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