500 dias com ela ou de verão como preferirem.


Não, eu não vou escrever uma crítica sobre esse filme. Só quero relatar aqui minhas imprenssões e as relações que criei dele com o mundo. Já fazia algum tempo que eu não ia aos cinemas de shopping de BH. O vicio pelos cinemas de bairro tá parrudo. Mas este era o único jeito de assistir ao tal filme. Os barulhos de pipoca, a falação e o entre sai de gente me incomodou um pouco, mas meus olhos estavam grudados na tela. Eu não fui esperando uma comédia romântica besterol americano, sabia que seria muito melhor e não me decepcionei.
Com pouco tempo de filme, eu já me indentifiquei com o Tom. Ele acredita no amor fielmente e isso faz dele um cara sensível. Se o personagem fosse real eu não pensaria duas vezes e me casaria com ele. Diferente das outras comédias românticas, Tom não fica com seu grande amor. Acho que o problema maior das pessoas que acreditam no amor é que esse acreditar nesse sentimento não basta. Você pode amar alguém, mas "só" isso não é o suficiente.
Tom acreditava que só podia ficar com Summer e que ela era seu grande amor. Lhe parecia que ninguém mais era suficiente. Ele a achava linda e gostavam das mesmas coisas, só podia ser ela. Mas ela encontrou um outro alguém para achar que só podia ser ele. Tom tenta a sorte com várias outras garotas, porque é isso que a gente faz. Começamos a procurar outra Summer, no fundo a gente sabe que num vai ter e procura só para nos provar que tem que ser aquela pesssoa e que nenhuma outra é suficiente. Em um momento ele diz: "- Não quero esquecer, quero ela." Sim, é isso. Não queremos esquecer queremos fazer a pessoa gostar da gente.
Sai do cinema lembrando do poema quadrilha do Drummond. Existem muitas pessoas que acreditam no amor, mas talvez elas precisem se encontrar e não dá pra fazer ninguém gostar da gente. Acho que é por isso que nós, os que acreditam no amor, sofremos tanto, sempre acreditamos que aquela é a última pessoa de nossa vida e que se não for ela não será mais ninguém. Mas esse "mais ninguém" só dura até a próxima paixão. O difícil é se adaptar e entender isso agora.
Quando estamos apaixonados tudo na pessoa parece lindo. Assim como Tom eu já me apaixonei a primeira vista e achei tudo lindo, por dentro e por fora. Não foram 500 dias, mas foi um bucado. Quando acabou, bebi como tom, quebrei um copo ao invés de pratos e , tá admito, achei mesmo que se não fosse ele não seria mais ninguém. Agora depois do filme aguardo minha próxima paixão, sem magoas ou ressentimentos do passado, pensando apenas como algo que foi vivido. E aguardar o dia que eu vou encontrar alguém que acredite no amor e esteja no mesmo "tom" que eu.Enquanto isso eu vou alimentar uma paixão platônica pelo tal Joseph Gordon-Levitt com esse cabelinho grande e bagunçado que sempre me causam uma impresão de sinceridade. De quem saiu de casa e não se preocupou em transmitir por fora algo que tem por dentro. Os olhinhos pequenos de quem vê o mundo pelo buraco da fechadura e as camisas de botões denunciando que é um jovem idoso. Pena que o tom não é real. Lá se vai a vida e a quadrilha do Drumond segue adiante.

4 comentários:

ana sandim disse...

Eu não vi o filme ainda, mas acho que vou hoje correndo depois do espediente. preciso urgentemente me entender..rs ( brincadeira)
mas se não foi uma critica.. foi algo que te impulsiona te chama para ver o filme.
e outro detalhe.. é isso tudo mesmo que vc escreveu.. detalhadamente o que todo mundo precisava saber. rs
Bjos ( ignora os erros de português)

João Killer disse...

"com esse cabelinho grande e bagunçado que sempre me causam uma impresão de sinceridade. De quem saiu de casa e não se preocupou em transmitir por fora algo que tem por dentro. Os olhinhos pequenos de quem vê o mundo pelo buraco da fechadura e as camisas de botões denunciando que é um jovem idoso."
Tudo que eu mais quero e busco pra minha vida. Adorei a descrição do filme e quero assisti em breve!

Débora disse...

eu me confundi um pouco depois deste filme e sinceramente não sei mais dizer em que coisas acredito.
Sei que no fundo muitas pessoas são meio Tons, mas o tempo, as decepções, as mágoas, vão transfomando esses todos poucos em Summers, incapazes de acreditar no amor.
Tudo tem a hora certa né?!
Sofrer todo mundo sofre, doer sempre dói...
Aí eu fico sem saber se as coisas estão mudando ou se é a gente aprendendo a olhar pra elas com outros olhos...
pra falar a verdade, nem sei se deveria ter assistido a esse filme...rsrsrs
Brincadeira.

beijos menina Natinha!
E obrigada pelo texto, que não foi escrito pra mim mas me levou a fundo nas minhas confusões...

Juliane Schlosser disse...

Acho q é mais real todo mundo ter uma Summer do q ficar com a primeira pessoa q vc se apaixonar pro resto da vida.

É o filme romantico mais "real" q eu já vi. Tudo bem q depois ele conhece a "Autumn" é meio forçado.. mas é filme, por mais "real" q seja.

E o Joseph é meu.
Bju

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