Afinidades

Esse é o texto mais diferente do blog, ele não é surreal, não se basea na imaginação e vem da realidade, tenho sonhado pouco. Esse é real.

Em uma conversa de buteco:

E chegamos a conclusão que cada vez mais os seres humanos caminham para uma massificação e com isso estamos perdendo algumas coisas pelos caminhos. Nunca seremos totalmente iguais, mas estamos cada vez mais impondo e seguindo regras. Por estarmos nos acostumando com as regras estamos cada vez mais julgando e criticando o outro pelo o que ele faz ou expõe. Estamos cada vez mais vendo o que existe por fora e cada vez menos olhando o que está por dentro.
Será que em conversas casuais as pessoas ainda conseguem perceber os sentimentos que pairam no ar e que não são ditos? Será que todos estão olhando assim porque ele bebe, fuma e usa drogas? Isso importa tanto quanto o que ele carrega dentro do seu coração? Para mim não. Mas isso é regra social e julgamos os nossos próprios erros, achamos que não somos suficientemente bons para alguém porque infligimos uma regra social.
A vida sempre me jogou de paraquedas em universos desconhecidos sempre cai precoce em alguns mundos e de repente tava lá tendo que me virar, aprendendo. Alias esse verbo aprender vive me seguindo. Não consigo mais ver só o lado de fora, quando você tá sozinho e perdido aprende a fazer um raio - x das pessoas e vê que não devemos olhar se elas seguem ou não as regras sociais. Porque muitas vezes se elas exalam erros por fora compensam com um ótimo coração por dentro e é isso que importa, mesmo.
Tendemos sempre a procurar uma identificação no outro, é humano. Nos unimos por afinidades, é assim com todas as relações, amizade, amor, paixão, trabalho e etc. Só estamos com alguém porque algo no nosso cérebro se liga ao cérebro do outro. Mas muitas vezes nos pautamos por afinidades externas, o que vestimos e principalmente quais regras sociais as pessoas seguem. Mesmo quando conhecemos alguém tendemos a nos afastar por acharmos que não seguimos alguma regra que a pessoa segue, mas e o que tá lá dentro? E as coisas do coração que se ligam? Além de mim, alguém está preocupado com isso?

4 comentários:

ana sandim disse...

É um dos melhores textos que vc ja escreveu, e como se vc deixasse o imaginário de lado e gritasse suas verdades.. ( eu não acho ) foi o que vc realmente fez,o texto me passa alivio.. tristeza e coragem mta coragem.. acho que tb dispensava comentários,o texto por si só, diz tudo..

mas resolvi complementar com o que "Andei fugindo? Eu sei.
Tentei fugir? Eu sei.
Continuo tentando? Também sei..."
Você assim como Débora Gomes, não devem mais fugir.. enfrente.. meta as caras..
Por que sofrer todo mundo sofre, agora ir a luta e ser feliz.. ahh isso são para os poucos.. Diga.
( mais uma vez eu confundo tudo, mas vc me compreende) adorei de coração. Bjos

Débora disse...

sem palavras...
só acho que você escreveu esse texto baseando nos meus últimos dias, sem saber...
me explica por que as coisas não podem ser do jeito que a gente quer!!!
me explica?!

João Killer disse...

Você sempre me disse que escrevia coisas que não era sonhos e imaginação, mas sempre não postava e com isso eu colocava minha cabeça a pensar o motivo disso (confesso que cheguei a pensar, que talvez você só escrevia textos legais quando falavam de sonhos). Hoje você me fez quebrar a cara com um dos sues melhores texto como disse Ana. Você conseguiu desengasgar o que mais me incomoda no “humano” de hoje. Sempre fui um pouco julgado e estereotipado pela minha capa e pelas minhas escolhas. Porém ninguém percebeu que eu sou capaz de amar sendo o que sou do lado de fora. Lindo texto, lindo texto, lindo texto... Por mim ficaria aqui dias falando isso. Dessa fez foi super prazeroso te ler. Obrigado por me fazer ter vontade e orgulho de fazer parte desse mundo.

Hélio Monteiro disse...

Filosofia de buteco... hausha

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