século 21

a água desfazia os meus cachos, roubava suas cores douradas. eu tremia, não sei se de frio ou de nervoso. a chuva escorria pelos cabelos lisos dele e fazia com que eles ficassem ainda mais negros. nossos corpos ficavam cada vez mais sinuosos. o silêncio era constrangedor. os olhinhos apertadinhos dele fugiam de mim o tempo todo. eu queria toca-lo, mas algo me impedia. meu estômago queria jogar todo aquele sentimento agonizante pra fora. foi ai que ele quebrou o silêncio e me disse:
- Preciso te confessar uma coisa.
Agora sim parecia que eu não ia aguentar.
Então ele soluçou:
- Sou gay.

5 comentários:

Marcos Oliveira disse...

tem toda uma construção lirica/poetica, mas não pude deixar de rir...hihi a vida tem dessas coisas.

Débora disse...

genial!
esperei um final e veio completamente outro! rsrsrs

muito bom pequena... =)
beijos!

G.C disse...

não consegui evitar o riso pelo inesperado da situação, rs... não conhecia esse lado sarcástico seu, Nat, mas dei boas risadas por tê-lo feito!

beijo

Rodrigo Passos disse...

lindo texto!

Marcos Medeiros Raimundo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
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