Ainda

Ainda sou a menina que olha a vida pela janela do quarto
A que nasceu prematura e que foi vivendo prematuramente
Aprendeu a ter calma consigo mesma para enfrentar as situações novas
Mas se esconde atrás da sua solidão quando está com medo
A menina que ainda se apaixona em cada esquina
A que cria expectivas com qualquer grãozinho de areia
Ainda sou a menina que se encanta com o simples
A que chora quando se sente só
E se olha no espelho para conter as lágrimas
A menina que busca a alegria todos os dias
Ainda que não a encontre sempre
Aquela que tenta ter cautela com as pessoas
A que aprende todo dia a ser forte
Porque a vida não tem talvez
A menina que se esconde na sua introspecção quando está insegura
Que tem medo da novidade, mas que se joga no mundo.
Ainda sou a mesma menina com medo de altura e de escuro da infância.
Porque meu coração ainda é de menina.

4 comentários:

Guilherme Côrtes disse...

que suas esperanças de menina continuem intactas sempre... pq é dessa ingenuidade que o seu texto propõe que conseguimos a força pra seguir sob nosso próprio pretexto e sensação diante as coisas da vida.

ainda sinto uma inveja (boa) da maneira como vc se deixa abrir, Nat :)

Samarone Barcellos disse...

Bonito. Penso que todos nós deveriamos ter eternamente o coração de criança. Ver tudo com outros olhos.

Sucesso na vida dona Nat.

Marcos Oliveira disse...

Acho que manter esse coração de menina é o melhor a fazer.... a gente se perde tanto tentando ser adulto.. conserve sempre essa alma doce e meiga que eu sei que tens...
"ainda sinto uma inveja (boa) da maneira como vc se deixa abrir, Nat :)" beijos!

Nayara Malta disse...

Eu ainda sou uma menina...

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