relento

adormeci ao relento

costurando essa poesia vadia
o vento baila pelo meu corpo
como a bailarina que flutua no palco
os barcos somem no horizonte
e os fiapos de dente de leão
sendo levados pelo vento

o sol vem nascendo, de longe
o calor envolve minha alma
amanheço
com o mesmo sorriso de outrora
aquela mesma esperança tola
de ser feliz todos os dias
o quão foi em vão ter chorado
o quão foi em vão ter medido

tomo o velho chá das cinco
aquele que eu nem precisei adoçar
a árvore joga tuas folhas sobre minha poesia
agradeço a sombra
volto a beira do cais
enquanto o sol troca de lugar com a lua

agora só escuto Tom Zé me chamando de menina
há dias que parecem as histórias que meu pai me contava na infância
agora estou sozinha
mas esse silêncio é paz
adormeço

3 comentários:

Líh disse...

"de ser feliz todos os dias"

Ser feliz todos os dias é o que todos queremos ser, mesmo tomando um chá da tarde ou vendo um lindo sol nascer.
Encontre a felicidade em cada linha que você escreve e não se esqueça de sorri sempre.
Bom te ler

Mr. Ziggy disse...

engraçado que enquanto te lia me senti assim, como se tivesse deitado debaixo da árvore, de olhos fechados, sentindo a brisa... sensação deliciosa de paz... beijo!

Marcos Medeiros Raimundo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
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