céu turvo

deitada sob um céu turvo
esquecida nos abraços de outréns
vestigios de delicados pedaços de mim
sendo levados pelo vento das horas
já nem sei mais de mim
talvez me falte ardor
que eu só sei sentir, simplesmente
o sol me acorda pela janela
o sopro do dente de leão é meu acalanto
meus pés descalços caminham errôneos
que eu só sei sentir, simplesmente
abandonada no ventre da vida
as palavras presas nas cartas que eu nunca escrevi
quando mais perto chegas
mais sozinha me sinto
mordo o amargo fruto do passado
o vento esparramou meus desafetos
e lá fui eu, embora

2 comentários:

www.playaperteplay.wordpress.com disse...

Adoro ler você amiga!
bjos do Joãoooooo

Marcos Medeiros Raimundo disse...
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