In certa

Feito um malabarista

Finjo ser artista

Equilibro os desejos do corpo

Com medo do desgosto

Mas qual é o gosto?


No chão retalhos

No mogno retratos

Quero costurar

Falta agulha e linha

Talvez eu sinta

Talvez eu minta


Não tenho passaporte

Entrego-me a qualquer sorte

Fico presa

Torno-me presa


A angústia me elucida

Respiro tímida

A vontade me engana

Eu não tenho gana

Fico quieta

In certa

2 comentários:

Débora disse...

A principio, o primeiro verso me assustou.
E depois, o poema todo me encantou.
Muito bunitinho. Doce.
Gostei, um tanto!

ana sandim disse...

Como o Marcos diz, um poema doce.
bacana como trabalha com as palavras.
isso justifica o bom humor do dia de hoje??

Adorei.

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