Clarisse e o roubo da estrela


Clarisse cismou que queria tocar a lua, nem que fosse por alguns instantes. Todos tentaram adverti-la que aquilo era impossível, mas a menina cismou com a ideia. E como se não bastasse ela queria também roubar uma estrela, mas só uma. Sentada em uma pedra, a menina ficou pensando quantos degraus seriam necessários para chegar até o céu. Logo, lembrou-se do seu medo de altura suas pernas começaram a tremer e suas mãos minaram água. Clarisse já não sabia o que fazer, e seguiu para casa chateada. No caminho se olhou em um espelho. Viu refletida ali uma menina triste, desconsolada e angustiada. De repente, teve uma ideia. Correu até a sua casa e pegou um balde, era tudo o que ela precisava. Passos rápidos, tropeçando em tudo, a menina chegou até a beira da lagoa e viu a lua na água, quase não acreditou, seu sonho estava se realizando. Clarisse a tocou e até a bagunçou um pouco. Sorridente como nunca. Não satisfeita, ela pegou o balde e catou a estrela da água, na mesma hora saiu correndo e gritando que havia pegando uma estrela, acordou toda a vizinhança. Os vizinhos ficaram incrédulos com aquela situação, mesmo assim, todos pegaram um balde e sairam correndo para a lagoa. Chegando lá , foi uma briga para tocar a lua e uma robalheira de estrelas. Clarisse foi idolatrada no vilarejo e já faz 50 anos que essa história é contada de geração em geração.

5 comentários:

João Killer disse...

Não sei muito o que dizer desse texto. Gostei, no final até me tirou umas risadas ao imaginar a bagunça das pessoas querendo pegar as estrelas. Mas acho que esperei mais do final, pois o começo estava tão bonito (não que o final esteja feio)

ana sandim disse...

no principio me recordei de uma pessoa que conheci que queria estrelas mas tinha medo de ir em busca delas ( por medo de altura). adorei o texto...meigo.. e soa legal ( é que quando leio imagino você contando e ai ironizando algumas partes)
sempre estarei por aqui

Marcos Medeiros Raimundo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Henrique Weskerson disse...

Gostei de mais!!!! Foi o tipo da coisa (coisa no bom sentido) que me fez pensar em uma infinidade de coisas e situações em um só instante, como se fosse uma porção de retalhos alheios. Acho raro conseguir esse resultado qdo se escreve. Como foi dito ai acima por outra pessoa, achei o final um pouco subto também, mas ficou bom assim mesmo, algumas carcterísticas são impossiveis de se controlar!

Nayara Malta disse...

E será que eu consigo pergar uma estrela para mim...

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